Quintanilha atribui crise moral à falta de educação

Da Redação | 12/07/2005, 00h00

O senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) atribuiu à falta de educação básica e de um ensino de qualidade ao brasileiro de menor poder aquisitivo a proliferação das crises ética-moral e econômico-social que continuam a atrasar o desenvolvimento do país. Segundo ele, a falta de ensino médio profissionalizante distribuído eqüitativamente entre as regiões também acaba por promover o desemprego e o êxodo rural, gerando conflitos sociais que atingem proporções de difícil controle.

Em discurso pronunciado na tarde desta terça-feira (12) em Plenário, Quintanilha reclamou a ampliação do acesso ao ensino superior para estudantes carentes de comunidades remotas. Sugeriu que os programas de ensino a distância, por meio da TV e da Internet, também sejam aperfeiçoados para beneficiar grande parte dos jovens excluídos da oportunidade de cursar o terceiro grau.

O parlamentar por Tocantins lamentou que a sociedade brasileira esteja acostumada a crises institucionais originadas por atos de corrupção, cujos praticantes continuam sendo beneficiados pela impunidade.

-A corrupção está destruindo a base moral da sociedade, que estáestarrecida com a divulgação de tantos fatos nas CPIs. Além disso, até casos de fraudes nos concursos públicos e nos exames de vestibular apareceram para piorar a confiança do povo no Estado - assinalou Leomar Quintanilha.

Ele acrescentou que confia que o Congresso, a Polícia Federal, o MinistérioPúblico e a Justiça possam atuar de maneira efetiva no sentido de apurar denúncias epunir pessoas responsáveis por desvio de dinheiro público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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