Para Ideli, depoimento do ex-informante do SNI merece atenção especial
Da Redação | 06/07/2005, 00h00
- É uma empresinha de duzentos contos,de duzentos mil reis furados, que serve para quê? Ela serve para que uma multinacional participe de licitações junto à máquina pública brasileira?- Foi a pergunta que Ideli disse ter feito ao ex- informante que não soube "nem poderia" dar uma resposta convincente.
De acordo com a senadora, "por coincidência", são grandes grupos como aqueles citados por ela, que têm em seus quadros ou pagam pessoas para fazer serviços tipo: filmagem, grampo, chantagem, achaque, ameaça, escarafunchar dentro de ministérios, estabelecer relações promíscuas dentro da máquina pública.
Ideli explicou que, geralmente, esses grupos contam com a participação de figuras que tiveram atuação, durante um período, nos órgãos de informação, "inclusive no período das trevas". Esse tipo de empresa, de acordo com Ideli Salvati, serve aos interesses de médios e grandes grupos econômicos, através de todos os meios lícitos e ilícitos, para que eles ganhem vantagens dentro da máquina pública.
A senadora observou que estrutura da máquina pública brasileira permite que esse tipo de empresa e procedimento aconteça, "infelizmente, há muito tempo!" Para ela, a Comercial Alvorada de Manufaturados (Coman) do empresário Artur Washeck, que é acusado de ser o autor das gravações que deram origem à CPIdos Correios, se enquadra no mesmo perfil da empresa do ex-informante Fortuna.
- Os trabalhos da CPI dos Correios precisam investigar até as últimas conseqüências os grandes interesses, inclusive das multinacionais, que podem estar por trás desses procedimentos ilegais - recomendou a senadora.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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