Para César Borges, Lula precisa enxergar a realidade
Da Redação | 06/07/2005, 00h00
De acordo com o parlamentar, Lula não pode simplesmente se dissociar das ações do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele citou como exemplo o empréstimo do BMG ao partido, do qual o publicitário Marcos Valério foi avalista. Citou também a declaração do ex-líder do PMDB na Câmara, José Borba, que disse ter negociado o preenchimento de cargos públicos com o dono da SMP&B.; Segundo César Borges, "nunca se preencheu tantos cargos no aparelho do Estado quanto no governo Lula".
- Estamos no ápice do caminho de tráfico de influência pelo qual enveredou este governo. Agora, não são só indícios, há provas concretas de uma rede de tráfico de influência. Basta lembrar no passado não muito distante documentos comprovando a ligação do presidente Collor com PC Farias, ospagamentos feitos por esse de despesas da Casa da Dinda e a Operação Uruguai - comparou o senador.
César Borges disse que a situação atual é mais grave porque alguns membros do PT despachavam de dentro do Palácio do Planalto, sem ocupar nenhum cargo público, enquanto outros usavam suas funções na administração pública para negociar cargos em nome do governo.
- O dinheiro desviado serviu para pagar contas do partido do presidente Lula e para pagar também a consciência dos parlamentares em diversas votações, nas quais deveria prevalecer a vontade soberana de cada um. Trata-se de uma ampliação do caso Collor - completou.
O senador afirmou enfaticamente que existe um movimento de blindagem do presidente da República, mas que é inútil a tentativa de colocá-lo acima de qualquer suspeita, pela participação direta de seus auxiliares - Delúbio Soares, Sílvio Pereira e José Dirceu - nas denúncias de corrupção.
Em aparte, o senador Sibá Machado (PT-AC) disse que, na reunião do diretório nacional, o PT deve dar as respostas que a sociedade espera e que, se houver outro membro do governo envolvido na atual situação, receberá o tratamento devido.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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