Arthur Virgílio ameaça retirar voto de confiança ao presidente Lula
Da Redação | 06/07/2005, 00h00
- O senador Azeredo é um homem sério. Se o presidente Lula não mandar parar essa tática de pega ladrão, misturando assuntos e insinuando coisas contra a oposição, vamos mudar nosso discurso e retirar o voto de confiança que lhe demos - ameaçou o senador. Sua indignação se referia ao fato de dois deputados terem mencionado as acusações contra Azeredo durante a reunião desta quarta-feira da CPI dos Correios.
Para Arthur Virgílio, o governo está atordoado com a crise e, em vez de se defender, ataca os adversários. Para ele, isso abre espaço para o que pode ser "uma crise sem precedentes na história do Brasil". Tasso Jereissati (PSDB-CE) concordou e observou que o governo que, apesar de "todo o país repudiar a negociação de cargos, que são trocados por apoio", o governo fez uma reforma ministerial usando esse critério e beneficiando o PMDB.
Flávio Arns (PT-PR) ressalvou que as intervenções feitas durante a reunião da CPI dos Correios, não refletem a posição da bancada. Nesta quarta-feira, durante depoimento de Marcos Valério, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) registrou o fato de o patrocínio concedido pelo governo de Minas a uma empresa de Valério durante a gestão de Azeredo como governador do estado estar sendo contestado na Justiça.
Bancos
Diante da comprovação de que Marcos Valério foi avalista do PT em um empréstimo junto ao banco BMG, o líder do PSDB anunciou que apresentou um requerimento solicitando informações do Banco do Brasil. Ele quer que o banco detalhe os empréstimos feitos ao Partido dos Trabalhadores, informando os juros cobrados, as condições de pagamento e também a identificação dos fiadores.
- Não me surpreenderia descobrir que Marcos Valério é fiador nestes empréstimos também - justificou o parlamentar.
Sérgio Guerra (PSDB-PE), em aparte, apontou que é preciso investigar as relações entre Marcos Valério e o Banco do Popular do Brasil, empresa subsidiária do Banco do Brasil. O empresário teria sido convidado a fazer a campanha publicitária do Banco, cujo valor total seria superior a R$ 20 milhões.
Retomando o discurso, o senador Arthur Virgílio afirmou que, em sua opinião, a verba publicitária do Banco Popular do Brasil "virou mensalão".Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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