Tuma destaca os 20 anos do Programa Calha Norte
Da Redação | 05/07/2005, 00h00
Para Tuma, muito pode ser feito pela Amazônia, se houver interesse do governo e a liberação dos recursos programados. Ele lembrou que, até 1985, não havia um programa articulado de governo que levasse em conta a importância estratégica de ocupar a Amazônia, "evitando que olhos cheios de cobiça de nações e de particulares estrangeiros pudessem assenhorear-se de suas terras e de suas riquezas".
- E foi há 20 anos, no governo do presidente Sarney, que se concebeu um programa de desenvolvimento estratégico, contendo ações de caráter social, econômico e militar para a região amazônica - afirmou.
Conforme correspondência do gerente do Calha Norte, coronel Roberto de Paulo Avelino, o senador relacionou grande número de realizações do Programa em 2004, entre os quais destacam-se pavimentação, manutenção e ampliação de pistas de pouso; construção de quatro pequenas centrais hidrelétricas; construção e reforma de instalações militares; construções aeroportuárias; construções de rodovias e de pontes; e construção de edifícios para a administração pública.
Farc no Brasil
O senador Romeu Tuma voltou a alertar a direção da Polícia Federal quanto à possibilidade da presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território brasileiro. O senador citou reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, na qual o juiz federal Odilon de Oliveira, de Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, afirma haver encontrado "evidências da atuação de guerrilheiros das Farc no treinamento de bandidos, ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando vermelho (CV), para seqüestros".
Romeu Tuma elogiou a forma "firme e ponderada" com que o senador Cristovam Buarque (PT-DF) tem conduzido as investigações sobre as possíveis contribuições feitas pelas Farc a campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores em 2002, como presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades da Inteligência (CCAI), mas ressaltou:
- Deixo essa comunicação na esperança de que as fronteiras sejam bem guardadas e possam impedir o avanço dessas organizações revolucionárias, que, em ligação com o narcotráfico, podem trazer as conseqüências mais graves para os países fronteiriços com a Colômbia, inclusive o Brasil - disse Tuma.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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