Jairo Martins afirma que Wascheck queria divulgação da fita para a imprensa
Da Redação | 05/07/2005, 00h00
O depoente contou aos parlamentares ter sabido que Arthur Wascheck, dono da Coman e que mandou gravar a fita, estava tendo problemas nos Correios. Disse que ajudou Wascheck a comprar e a operar equipamentos. Jairo Martins declarou ainda que, independentemente da posição de Wascheck, divulgaria as informações. Em seu depoimento na CPI, Wascheck afirmou que não desejava a divulgação das gravações para a imprensa.
Em resposta a questionamento do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPI dos Correios, Jairo Martins afirmou que recebeu como pagamento do serviço de gravação nos Correios a própria maleta usada na operação. Quando depôs na CPI, Arthur Wascheck - confesso mandante da gravação - disse ter pagado pelo serviço. Jairo Martins informou ainda que assistiu às gravações pela primeira vez no Parque da Cidade, em Brasília, em um mini DVD dentro do carro do repórter da revista Veja Policarpo Júnior. Jairo disse que o motivo da divulgação da gravação foi "a melhora do país".
Jairo Martins afirmou também, em resposta ao relator da CPI, que trabalhou nove anos na Abin, serviço que deixou há quatro anos, e que em 2004 formou-se em Jornalismo em uma universidade particular do Distrito Federal. O depoente acrescentou que atualmente trabalha com o pai em uma empresa de monitoramento de alarmes.
O ex-agente da Abin disse ainda ter participado de gravações que trouxeram denúncias contra o ex-deputado federal André Luiz e contra o deputado estadual Alessandro Calazans, mas não das que trouxeram denúncias contra o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz. Jairo Martins contou ser policial militar em licença não remunerada e confirmou conhecer dois outros depoentes desta terça-feira, Edgar Lange (funcionário da Abin) e Kasser Bittar.
Antes de depor, Jairo Martins solicitou que a reunião fosse secreta. Alegou que queria proteger a sua imagem e, assim, a própria vida. Ele contou ter-se mudado de Brasília para Mato Grosso, por questões de segurança, e informou que irá mudar-se novamente. Mas os integrantes da comissão decidiram manter a reunião aberta.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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