César Borges critica adiamento da construção de gasoduto no Nordeste
Da Redação | 05/07/2005, 00h00
- Mas nem mesmo essa oferta é garantida em situações de crise, quando, por exemplo, os índices pluviométricos estão baixos. A solução para esses problemas são as termoelétricas, que utilizam o gás como matéria-prima. Daí a importância desse gasoduto para o Nordeste - explicou.
O senador leu em Plenário algumas notícias veiculadas pela imprensa, que atribuem diferentes razões para o adiamento. Em uma delas, a causa seria a crise política na Bolívia, país que fornece gás para o Brasil. Em outra, seria a redução na previsão da produção de gás do campo de Mexilhão, localizado em Santos. Também se atribuiu o adiamento ao aumento dos custos previamente estimados - isso porque o projeto é uma parceria entre a Petrobras e a estatal chinesa Sinopec, e esta última teria aumentado o valor dos investimentos estimados para o empreendimento.
Em aparte, o senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), que foi ministro de Minas e Energia durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, apoiou o discurso de César Borges e ressaltou que, "sem o Gasene, ou uma alternativa que venha a ser apresentada para o transporte de gás, o Nordeste ficará sem energia". Ambos afirmaram que o governo federal privilegia o Sudeste em momentos de crise energética, fazendo com que o Nordeste permaneça "esquecido".
- O governo federal não está fazendo novos investimentos para enfrentar um regime pluviométrico desfavorável. Não há nenhuma ação nesse sentido - alertou César Borges.
Em outro aparte de apoio, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) sugeriu que se convocassem representantes do Ministério das Minas e Energia e da Petrobras para discutir a construção do gasoduto na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI). De acordo com Valadares, a Petrobras anunciou recentemente que possui recursos da ordem de US$ 3 bilhões para a ampliação de gasodutos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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