Azeredo desmente acordo do PSDB com governo
Da Redação | 05/07/2005, 00h00
Azeredo lembrou que basta recapitular a trajetória do PSDB, desde 2003, quando se iniciou a atual legislatura, para observar que o partido "nunca vacilou" em fazer oposição ao governo. O senador reiterou que o partido vai manter-se firme em seu posicionamento de "fazer oposição vigilante e sem concessões" ao governo federal. Sobre o assunto, o senador informou que o partido já divulgou nota oficial da direção nacional desautorizando a versão sobre o acordo.
O parlamentar repudiou, também, as informações que sugerem haver um interesse pessoal de sua parte em fazer esse acordo com o governo. Segundo essas informações, o Ministério Público de Minas Gerais entrou com ação para investigar suposta irregularidade administrativa no período em que Azeredo era governador do estado. A irregularidade envolveria o patrocínio a um evento esportivo, realizado pelas empresas estatais mineiras Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em 1998.
- Ocorre, porém, que exatamente por ser patrocínio de eventos e não publicidade, o caso em questão não exigia ser licitado nem mesmo ter processo de dispensa de licitação - explicou o senador. Ele acrescentou que a agência que realizou os eventos detinha a sua exclusividade, tornando impossível a concorrência prevista pela legislação.
Em aparte, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (AM), ao elogiar o discurso do presidente de seu partido, disse que os governistas tentam dividir com os outros partidos uma crise que é deles. Ele afirmou que, caso os governistas não façam uma autocrítica, não estarão em condições de dialogar com o PSDB.
Em apoio ao pronunciamento de Eduardo Azeredo falaram ainda os senadores Jorge Bornhausen (PFL-SC), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), Tasso Jereissati (PSDB-CE), José Agripino (PFL-RN), Tião Viana (PT-AC), César Borges (PFL-BA), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Cristovam Buarque (PT-DF), Flávio Arns (PT-PR), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), Marco Maciel (PFL-PE), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Heráclito Fortes (PFL-PI), João Capiberibe (PSB-AP), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Eduardo Suplicy (PT-SP), Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), Augusto Botelho (PDT-RR), Roberto Saturnino (PT-RJ), Osmar Dias (PDT-PR), Ney Suassuna (PMDB-PB) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Em nome da Mesa, o senador Efraim Morais (PFL-PB), que presidia os trabalhos, também se solidarizou com Azeredo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE: