Abin manda ofício pedindo sessão secreta para ouvir Edgar Lange
Da Redação | 05/07/2005, 00h00
O depoimento do agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Edgar Lange, à CPI dos Correios iniciou com uma polêmica: os deputados e senadores negaram pedido feito pela agência de informações de que a sessão fosse reservada. A justificativa da Abin, que encaminhou ofício com a solicitação, foi a de preservar a identidade do seu agente. Os integrantes da comissão chegaram a cogitar a possibilidade do depoente prestar suas declarações vestindo um capuz, mas, negada a possibilidade da reunião secreta, Lange preferiu não esconder o rosto durante a sessão.
Edgar Lange, o "Alemão" chegou a insistir pela realização de uma sessão secreta. Ele citou vários dispositivos legais para mostrar aos parlamentares que estaria impossibilitado, por questões profissionais, de revelar certos detalhes de sua atuação na Abin. Prevaleceu a opinião dos deputados e senadores que defenderam o início do depoimento de forma aberta com a possibilidade da reunião ser transformada em secreta caso houvesse necessidade.
Apesar de em vários momentos o depoente ter se recusado a responder determinados questionamentos, a reunião prosseguiu aberta até o seu final. Alguns parlamentares criticaram a decisão tomada pelo plenário da CPI em não adotar uma sessão secreta, alegando que a oitiva ficou comprometida em virtude da omissão de Lange em emitir certas informações. Ao final, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) chegou a pedir que o "Alemão" permanecesse no Senado para aguardar a possibilidade de uma acareação com o depoente seguinte, José Fortuna Neves (ex-agente do Serviço Nacional de Informações), mas sua sugestão foi recusada pelo vice-presidente da CPI, senador Maguito Vilela (PMDB-GO) e por seu relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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