César Borges acusa governo de ser contrário à liberdade de imprensa
Da Redação | 04/07/2005, 00h00
O senador disse ter observado no governo uma "nítida vontade" de cerceamento do trabalho da imprensa livre, o que teria ocorrido quando tentou impor o Conselho Federal de Jornalismo. Ele avalia que, se o conselho tivesse sido criado naquela época, o governo poderia ter abafado a atual situação.
César Borges citou como exemplo do cerceamento à liberdade de imprensa o caso do jornalista Boris Casoy, que, segundo informou, teria sido pressionado pela administração do PT a sair da Rede Record. A TV, de acordo com ele, teria recebido ameaças de retirada de publicidade. O parlamentar ressaltou o papel da imprensa na formulação das denúncias, mas alertou para a necessidade de agilizar as apurações.
- Nós, da CPI e da comissão de sindicância da Câmara, estamos andando a reboque da imprensa, numa lentidão que não se pode aceitar. Temos de convocar de imediato Delúbio Soares, Sílvio Pereira e o deputado José Dirceu e, se for necessário, fazer uma acareação - sugeriu o senador.
O parlamentar destacou o caráter duplo da publicidade, que, por um lado, faculta recursos para que se exerça a liberdade de imprensa e, de outro, permite a saída de recursos públicos, como no caso do publicitário Marcos Valério, que os utilizou para pagamento do "mensalão".
- Marcos Valério não só foi avalista do PT como pagou R$ 350 mil do empréstimo. Será que pagou por que é bonzinho ou por que enriqueceu às custas de contratos milionários? - questionou o senador.
O senador José Agripino (PFL-RN), em aparte, comentou que notícias de envolvimento do PMDB no "mensalão" demonstram que se está lidando com a maioria da Câmara dos Deputados,o que pode dificultar as investigações.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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