ACM diz que não prega golpe e chama Delúbio Soares de gângster

Da Redação | 04/07/2005, 00h00

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) afirmou nesta segunda-feira (4) ter sido atacado, juntamente com o senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), pelo tesoureiro do PT, Delúbio Soares. O dirigente petista teria declarado que os senadores estariam pregando um golpe e que seriam alguns dos causadores da miséria do país.Antonio Carlos afirmou que Delúbio Soares "é um gângster que irá cair na CPI".

- Causador da miséria do Brasil é o ladrão que é tesoureiro do PT, que vai ser expulso do partido, por conta da força da opinião pública, que está pedindo providências contra a direção da legenda - reagiu o senador.

O parlamentar salientou que não pretende atrapalhar o governo, mas sim manter sua posição inflexível contra todas as denúncias dos últimos meses. Referindo-se à postura do presidente do PT, José Genoino, de não assumir inicialmente a existência de um empréstimo ao partido, avalizado pelo publicitário Marcos Valério, o senador disse que o dirigente petista não pode ter a credibilidade dos políticos, "pois lhe falta até mesmo a palavra para confessar os seus erros".

Antonio Carlos afirmou também não aceitar que os defensores do governo digam que o presidente da República não sabia das denúncias, pois, segundo disse, o presidente foi avisado, mas só tomou providências quando o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) revelou que iria divulgar tudo para a Imprensa. Na avaliação de ACM, talvez o presidente não soubesse de toda a extensão dos fatos que estão sendo denunciados.

O senador Antonio Carlos Magalhães manifestou ainda sua opinião no sentido de que os integrantes do PMDB que estão indicando políticos para assumir ministérios irão arrepender-se.

- Alguns pemedebistas, até meus amigos, participam desse loteamento e amanhã irão se arrepender - disse ele.

ACM foi aparteado pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC). Este afirmou o presidente Lula não pode esquecerseus valorosos companheiros de partido que não estão envolvidos com a corrupção. Citou como exemplo o vice-presidente do Senado, Tião Viana,(PT-AC), que presidia a sessão naquele momento.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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