Arthur Virgílio diz que governo vive na escuridão

Da Redação | 01/07/2005, 00h00

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), fez nesta sexta-feira (1) um discurso marcado pela descrença com o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ao afirmar que "a nação brasileira caminha para o desencanto", o parlamentar disse que, por conta da improvisação, o atual governo já é visto pela população como um mal a ser suportado até o fim do ano que vem.

- Esta etapa em que vivemos é a de uma fase sombria, que fecha o caminho de um futuro melhor para o Brasil. As oposições altearam a voz e promovem, no Legislativo, as investigações em curso. Necessárias, diz o povo. Mas sabotadas pelo governo Lula - afirmou.

A fim de subsidiar o historiador do futuro, o senador pediu a transcrição, nos Anais do Senado, de crônica do escritor Ignácio de Loyola Brandão, publicada no jornal O Estado de S. Paulo e que demonstra sua decepção com o atual governo. No mesmo discurso, Arthur Virgilio citou o dramaturgo Bertold Brecht, o filósofo romano Cícero e o compositor Geraldo Vandré.

- Já não vivemos numa ditadura como aquela do tempo de Vandré. Hoje, a fase é de obscurantismo de um governo que vive na escuridão, supondo que sabe conduzir a nação e que, agora, pelo imobilismo, finge ignorar a prática de corrupção que resultou, por enquanto, na CPMI dos Correios - criticou Arthur Virgílio.

O líder do PSDB também disse que, se Cícero anda vivesse, reprovaria o nível "nada edificante, para não dizer vergonhoso, dos desvãos verbais do dia-a-dia do presidente Lula". Ele referiu-se especificamente à frase metafórica que, conforme a Folha de S. Paulo, teria sido dita pelo chefe do Executivo a oito dos seus ministros: "Tchau e bênção aos companheiros que vão sambar porque erraram o alvo no momento da micturição".

- Ele, Lula, usou esse palavreado, no original, diante de oito ministros. Infeliz é o povo cujo presidente é esse senhor - lastimou Arthur Virgilio.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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