Cassol nega acusações de grilagem, violência e suborno
Da Redação | 23/06/2005, 00h00
O governador de Rondônia, Ivo Cassol (PSDB), negou as denúncias de que estaria tentando expulsar, pela força, agricultores de um assentamento no município de Alta Floresta do Oeste, com o objetivo de grilar o terreno. Entre as acusações, está a de que seu filho teria metralhado o local para ameaçar os assentados. Cassol depôs nesta quarta-feira (22) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) da Terra, presidida pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
O governador também negou as denúncias apresentadas no dia anterior pela TV Bandeirantes. Reportagem da emissora apresentou trechos de uma gravação que mostrariam Cassol oferecendo R$ 50 mil por mês ao deputado estadual Amarildo Almeida, em troca de apoio político. Segundo o governador, trata-se, na verdade, de uma "simulação"; sua intenção seria mostrar como os parlamentares de seu estado vêm atuando. Ele também declarou que a Bandeirantes deveria mostrar o vídeo completo para esclarecer o caso.
O deputado federal Anselmo de Jesus Abreu (PT-RO), um dos autores das denúncias, entregou à CPI da Terra dois CDs com gravações de áudio, nas quais estariam registrados dois encontros entre o filho do governador, Ivo Cassol Jr., e os agricultores assentados na Gleba Massako, no município de Alta Floresta do Oeste. Em um dos encontros, Cassol Jr. teria ameaçado os assentados e, logo em seguida, metralhado as plantações do terreno utilizando um helicóptero do governo de Rondônia. Segundo o deputado, a Gleba Massako está em uma área pública, e o governador estaria interessado em anexá-la a um terreno de propriedade de sua família. O presidente da CPI da Terra, senador Alvaro Dias, destacou a necessidade de investigação das denúncias.
- Ouvimos duas versões nessa audiência. É necessário apurar o que realmente houve. Por isso, vamos solicitar à Polícia Federal que realize uma auditoria no local. Também serão contatados o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) - disse o senador.
O governador Ivo Cassol deverá ser ouvido novamente pela comissão especial externa criada para apurar denúncias de corrupção em seu estado. A audiência está prevista para o próximo dia 28, a partir das 11h30.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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