Demostenes: Itaú comprou o BEG e fechou agências, mas fica com dinheiro do estado

Da Redação | 20/06/2005, 00h00

O senador Demostenes Torres (PFL-GO) lamentou da tribuna que o Banco Itaú tenha comprado o Banco do Estado de Goiás (BEG) e fechado a seguir 83 agências. Resultado: um terço dos municípios goianos agora não têm nem posto bancário. O Banco do Brasil se recusa a criar agências nestes municípios, argumentando que elas não teriam lucro, pois são regiões pobres.

- No modelo adotado pelo governo federal, o Banco do Brasil quer que os municípios pobres continuem pobres, que as empresas não registradas continuem na informalidade, que o desemprego continue combatido apenas no marketing de Duda Mendonça - desabafou.

Demostenes ponderou que o Banco do Brasil, um banco oficial, infringe até a Constituição, que manda o Estado "garantir o desenvolvimento nacional" e "reduzir as desigualdades sociais e regionais". Depois de lembrar o lucro do BB de R$ 3 no ano passado, o senador sustentou ser obrigação do governo federal orientar o Banco do Brasil a se instalar nas regiões pobres. "Caso contrário, como é que essas regiões vão se desenvolver?", indagou

Para ele, o governo tenta maquiar com o Banco Postal e o Banco Popular do Brasil a carência de agências e postos bancários. Demostenes informou que esteve em cinco cidades e em um distrito de Goiás há poucos dias e em apenas um local havia agência bancária. O prefeito de Cristianópolis foi aplaudido por uma multidão quando afirmou que a maior reivindicação do município é uma agência do Banco do Brasil. Acrescentou que um empresário norte-americano vem fazendo um investimento de R$ 6 milhões no município e não entende porque lá não existe agência bancária.

O senador informou ainda que pretende provocar o Ministério Público para o caso do Banco Itaú, que fechou as antigas agências do BEG, mas ainda fica com a movimentação bancária do governo de Goiás.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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