Arthur Virgílio: denúncias de Roberto Jefferson são mais graves do que as de Pedro Collor
Da Redação | 14/06/2005, 00h00
O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), disse há pouco, à Agência Senado, que a oposição não abre mão da indicação do senador César Borges (PFL-BA) para a presidência ou a relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios. Segundo ele, o bloco PSDB/PFL tem a maioria dos senadores e deve indicar um dos cargos da comissão, enquanto o outro é do PT, que tem a maioria na Câmara.
Arthur Virgílio discorda do argumento do líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que quer colocar um membro do PMDB e outro do PT para a presidência e a relatoria da CPI. Por esse raciocínio, argumenta Arthur Virgílio, a CPMI do Banestado e da Terra não teriam validade, pois as presidências de ambas ficaram com o PSDB por acordo do partido com o PFL, justamente devido à maioria do bloco no Senado.
A posição de Mercadante, avaliou o líder do PSDB, "é direcionismo" e ameaça as explicações que devem ser dadas pelo governo diante de acusações graves que vem sofrendo.
Sobre o depoimento do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que falará na Câmara logo mais sobre as denúncias do chamado "mensalão", o líder do PSDB disse que, independentemente de provas escritas ou gravadas, as declarações do deputado são muito graves e importantes.
- Ele é prova cabal. Quando Pedro Collor fez as denúncias sobre seu irmão, o presidente Fernando Collor, não havia provas, só algumas fumaças. Depois as investigações deram no que deram. Não faço comparações, mas muito mais fortes do que as declarações de Pedro Collor são as declarações de Roberto Jefferson. Não investigar ou desqualificar suas denúncias é partir de um escândalo para dentro de outro escândalo - concluiu Arthur Virgílio.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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