Garibaldi criticou posição de Teotônio Vilela sobre a transposição do Rio São Francisco
Da Redação | 02/06/2005, 00h00
- O senador Teotônio Vilela disse que seriam beneficiadas 9 milhões de pessoas. Em função da projeção da obra, quem foi do Poder Executivo sabe que, quando se faz uma obra, não é apenas para o momento atual, mas para uma projeção da população. Serão 12 milhões de pessoas beneficiadas. De imediato, serão 9 milhões - esclareceu Garibaldi, informando ainda que os reservatórios representam 8% da água disponível no Nordeste, enquanto o Rio São Francisco representa 80% desse total.
O senador relatou encontro que teve, na última segunda-feira (30), com o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, para debater a versão final do projeto, pois, segundo ele, as obras serão iniciadas em julho. Ele pediu ao ministro que venha ao Congresso debater o projeto de transposição para evitar que se diga "em algum momento" que o mesmo não foi debatido. Sugeriu aos colegas que são contra a transposição que também assinassem o requerimento.
Por ter sido citado, Teotônio pediu a palavra e disse que, quando Garibaldi foi governador de seu estado, fez um "trabalho admirável" de distribuição de água em pequenas adutoras, motivo pelo qual se sentia à vontade para criticar a postura dele. Reiterou que a transposição é "um grande mal" ao Rio Grande do Norte, ao Ceará, à Paraíba e à Pernambuco. Teotônio argumenta que os R$ 7 bilhões a serem gastos em sua execução beneficiariam muito mais a população da região se fossem destinados a pequenas obras.
Garibaldi, por sua vez, se disse impressionado com o "vigoroso ataque à transposição" e questionou como Teotônio poderia chamar de "mal" se o projeto teria, na sua avaliação, a mesma concepção técnica do chamado canal do sertão, no estado de Alagoas.
- O projeto vai beneficiar Pernambuco. Serão investidos cerca de R$ 3 bilhões no estado. Ele foi aprovado pelo Comitê de Bacias, Conselho Nacional de Recursos Hídricos e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) - disse Garibaldi, na tréplica.
O representante potiguar disse desconhecer a informação dada por Teotônio, segundo a qual o Banco Mundial teria desaprovado a obra. De acordo com Garibaldi, o banco não foi acionado para financiá-la. Contestou ainda os dados apresentados por Teotônio, de que a vazão máxima seria de 127 metros cúbicos por segundo, quando o número correto seria de 63 metros cúbicos por segundo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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