Representante de aposentados considera discriminação econômica pior preconceito
Da Redação | 13/05/2005, 00h00
O presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), João Resende Lima, fez questão de registrar, durante a audiência pública da Subcomissão da Igualdade Racial, nesta sexta-feira (13), que existem diversos tipos de discriminação, mas que, em sua opinião, a pior delas é a econômica. Ele manifestou o repúdio da entidade ao reajuste dos benefícios oferecido pelo governo, de apenas 6,355%. Segundo ele, esse índice é injusto e inaceitável frente às promessas de campanha e aos compromissos sociais firmados pelo atual governo.
- Estamos caminhando cada vez mais para a construção de um país de miseráveis sem teto, sem comida e, se continuar assim, sem previdência - observou João Lima.
O representante dos aposentados disse apoiar todos os que lutam contra qualquer forma de discriminação ou de violação aos direitos fundamentais e lembrou que está explícito na Constituição federal que todos são iguais. Mesmo assim, como ressaltou, a discriminação econômica, que se traduz em miséria, principalmente, segundo ele, para aposentados e pensionistas da Previdência Social, não permite que tais fundamentos constitucionais sejam exercidos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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