ACM exaltou a coragem de Roberto Marinho durante regime militar

Da Redação | 03/05/2005, 00h00

Durante as homenagens do Senado aos 40 anos da Rede Globo, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) lembrou que Roberto Marinho se recusou a demitir funcionários comunistas durante o regime militar. O senador também afirmou que uma das qualidades de Marinho foi promover a união entre seus filhos na condução do conglomerado de mídia.

Antonio Carlos recordou, ainda, que foi sob o governo do presidente Castelo Branco - o primeiro do regime militar iniciado com o golpe de 1964 - que foi autorizada a criação da Rede Globo. O senador disse que Castelo Branco tinha um "senso cultural muito grande e, sobretudo, amor às artes".

O parlamentar lembrou também que, logo após o Ato Institucional nº 2 - que, em 1965, extinguiu todos os partidos existentes para substituí-los por Arena e MDB -, "um ministro de Estado, numa sala do Ministério da Justiça, solicitou que os proprietários de jornais e redes de televisão retirassem de seus quadros aquelas pessoas consideradas incompatíveis com o regime de então". Roberto Marinho, segundo informou Antonio Carlos, disse ao ministro que "na Rede Globo, eu comando e não demitirei comunistas por vontade do governo".

União familiar

Antonio Carlos ainda ressaltou que Roberto Marinho educou seus filhos orientando-os para "o trabalho e os grandes movimentos do país".

- Talvez esta seja sua principal realização: fazer com que seus filhos estivessem unidos, como de fato estão, pelas causas mais legítimas do Brasil de hoje - destacou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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