Paim quer ensino técnico para todos os jovens

Da Redação | 29/04/2005, 00h00

O senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou nesta sexta-feira (29) que está preocupado com a situação de milhões de jovens que não têm acesso às universidades, ao ensino técnico profissionalizante e, conseqüentemente, ao mercado de trabalho, por falta de qualificação profissional. Para ele, a educação profissional tem que ser reorganizada e adaptada às demandas presentes e futuras de um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e globalizado.

- Penso sempre na minha trajetória de vida e na de muitos outros, como a do próprio presidente Lula, que freqüentaram as escolas técnicas e galgaram posições importantes no cenário nacional. Acredito que a responsabilidade pela educação profissional deva ser compartilhada entre as múltiplas instâncias do poder público e da sociedade civil - disse.

O parlamentar lembrou que é coordenador, no Senado, da Frente Parlamentar do Ensino Profissionalizante e autor do Projeto de Lei (PLS) 274/03, que cria o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional e Qualificação (Fundep). O objetivo da proposta é, segundo Paim, o de gerar trabalho e renda para melhorar as condições de acesso ou permanênciadas pessoas mais jovens no mercado de trabalho.

- Já entrei com pedido de audiência pública na Subcomissão de Trabalho e Previdência, a qual presido, para discutir esta questão (Fundef) com diversos setores da sociedade. Quero levantar um grande debate em torno da educação profissional. São milhões de brasileiros, jovens e adultos, que não encontram mecanismos para a qualificação profissional- afirmou.

Para o senador, é preciso implementar uma rede nacional de escolas de ensino profissionalizante público e gratuito em todos os municípios brasileiros, respeitando a vocação de cada comunidade e de cada região.

Ao apartear o discurso, o senador Cristovam Buarque (PT-DF) afirmou que, na sociedade moderna, não é mais possível separar educação de trabalho, "que deveriam ser uma palavra só".

Energia

Paim também parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, pela criação do programa Luz para Todos. A previsão do governo é, segundo o senador, até 2008, levarenergia elétrica a 12 milhões de brasileirosainda sem acesso à eletricidade na área rural, "acabando com a exclusão elétrica no Brasil".

- O programa, além das ações para universalizar o acesso à eletricidade no Brasil, pretende atender as comunidades mais isoladas com projetos que envolvam fontes alternativas, principalmente a energia solar - destacou o senador.

Ele alertou, porém,para a necessidade de se fiscalizar a aplicação dos recursos públicos para que o programa possa cumprir seu papel social e seus objetivos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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