Ideli chama de "vôo da conciliação" viagem de Lula, FHC e Sarney para enterro do Papa

Da Redação | 05/04/2005, 00h00

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) classificou a viagem a Roma, no mesmo avião da Presidência da República, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e José Sarney como "um fato inimaginável, não fosse a morte do Papa." A comitiva participará do enterro do papa João Paulo II.

- Espero que este vôo da conciliação sirva também para uma reflexão. Há motivos e situações que podem reunir os ex-presidentes com o presidente - avaliou a senadora. Ideli considerou o convite de Lula aos ex-presidentes uma "generosidade", ponderando que o presidente da República "tem mesmo esse espírito agregador".

Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sustentou que, apesar de o Vaticano ter condenado o teólogo Leonardo Boff, o Papa fez no Brasil pregações que tinham a mesma lógica da Teologia da Libertação, em favor de uma igreja mais ativa em favor dos pobres. O senador pelo PT lembrou ainda que o também teólogo e ex-assessor de Lula, Frei Beto, cujas idéias também eram contrárias às do Vaticano, contribuiu para que João Paulo II visitasse Cuba.

Já o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) aplaudiu a disposição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de participar do vôo que levará Lula e outros convidados a Roma. "Há poucas semanas, o ex-presidente foi agredido" em um discurso do presidente Lula e, na opinião de Azeredo, teria motivos para não ir a Roma no avião presidencial.

Flávio Arns (PT-PR) concordou que existem no Brasil muitos motivos para reunir os ex-presidentes da República e sugeriu que o mesmo aconteça com governadores e ex-governadores, prefeitos e ex-prefeitos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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