Heráclito: Luis Eduardo foi a própria reforma

Da Redação | 16/03/2005, 00h00

Ao discursar nesta quarta-feira (16) na sessão de homenagem aos 50 anos de nascimento do deputado Luís Eduardo Magalhães, morto há sete anos, o senador Heráclito Fortes (PFL-PI) ressaltou o papel histórico do filho do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) na condução das mudanças votadas  na Câmara dos Deputados durante o governo Fernando Henrique. Entre essas mudanças podem ser citadas as reformas administrativa e do sistema financeiro; o início da reforma da Previdência; a quebra do monopólio das comunicações; e a criação das agências reguladoras.

- Dizem que o Luís Eduardo foi o grande condutor das reformas. Na verdade, ele foi a própria reforma - afirmou o parlamentar piauiense, que considera o deputado a figura política mais importante surgida no país depois da redemocratização.

Para o senador, se Luís Eduardo não tivesse morrido, o país seria outro, o que explica a comoção, que, segundo Heráclito, tomou conta do povo quando o deputado morreu, já que ele representaria as esperanças da população num futuro melhor.

Heráclito relembrou o telefonema que lhe foi dado por Luís Eduardo  no dia 21 de abril de 1998, pouco antes de sair para a caminhada durante a qual sofreria um enfarto. E do momento em que, ao lado do ex-presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ouviu os movimentos realizados pelos médicos para reanimar Luís Eduardo no Hospital Santa Lúcia, em Brasília. O senador piauiense mencionou também o "grito de dor" de Antonio Carlos ao saber da morte do filho. Para Heráclito, pai e filho tinham temperamentos diferentes, mas se completavam, além de nutrirem adoração mútua.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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