Tuma defende distribuição de medicamentos para tratamento da psoríase
Da Redação | 08/03/2005, 00h00
O senador Romeu Tuma (PFL-SP) defendeu, nesta terça-feira (8), a distribuição, pela rede pública de saúde, de medicamentos para o tratamento da psoríase, doença dermatológica que atinge de 1% a 3% da população mundial (aproximadamente 190 milhões de pessoas) e 5 milhões de brasileiros.
Tuma explicou que a psoríase é uma doença inflamatória auto-imune, caracterizada pela multiplicação acelerada das células da pele, que chegam à superfície ainda imaturas e causam eritemas de escamação. Como doença crônica ligada ao sistema imunológico, a psoríase é agravada pelo estrés e por fatores genéticos.
O senador ressaltou que embora não se trate de uma doença contagiosa, as pessoas atingidas por esse mal são freqüentemente vítimas de preconceito e discriminação, o que faz com que se isolem de amigos e parentes.
- Felizmente, muitas pesquisas estão sendo bem sucedidas e apareceu uma nova geração de medicamentos, que representam uma grande esperança de uma cura definitiva num futuro próximo - disse o senador.
O parlamentar lembrou que em dezembro de 2004 o ministro da Saúde, Humberto Costa, promoveu uma consulta pública sobre psoríase, com o objetivo de colocar os medicamentos para combater a doença na rede pública. O senador fez votos de que isso aconteça o mais rápido possível, em resposta ao clamor de diversas entidades do país inteiro que atuam em favor dos direitos dos portadores de psoríase.
O senador Mão Santa (PMDB-PI), em aparte, cumprimentou Romeu Tuma pela sensibilidade de seu pronunciamento.
- Trata-se de um problema crucial. A psoríase não leva à morte, mas faz com que as pessoas percam a auto-estima - disse Mão Santa.
Romeu Tuma aproveitou a ocasião para saudar as mulheres pelo Dia da Mulher. Fez uma menção especial à dona de casa Adoniane Machado, que recebeu o prêmio Faz Diferença, da Infoglobo, e às mulheres que trabalham na rede de segurança pública e ressaltou a importância das delegacias da mulher.
- Antes, a mulher tinha um acanhamento profundo em procurar a polícia quando agredida em casa, estuprada na rua. Muitas autoridades não entendiam aquele sofrimento e tratavam as mulheres com pouco caso - disse o senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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