Data marca luta pela emancipação feminina

Da Redação | 07/03/2005, 00h00

O Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia oito de março,  foi instituído, oficialmente, em 1975, na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A data foi escolhida em homenagem a um episódio trágico, ocorrido nos Estados Unidos, em 1857, quando 129 operárias de uma fábrica têxtil morreram carbonizadas num incêndio, dentro da fábrica,  no momento em que faziam uma greve por melhores condições de trabalho.

Elas trabalhavam 16 horas por dia e ganhavam menos de um terço do salário dos homens. No momento em que se iniciou o incêndio, as portas da fábrica estavam trancadas  para evitar que as operárias deixassem o local de trabalho. Foi a primeira vez que as mulheres se uniram para reivindicar melhorias nas condições de trabalho.

Hoje, o Dia Internacional da Mulher é conhecido como um movimento de luta feminina pela emancipação da mulher. No Brasil, o direito ao voto só é reconhecido a partir de 1934, mas a primeira governadora só foi eleita 60 anos depois. Segundo dados da Fundação Carlos Chagas, de 1981 a 1998, o crescimento das mulheres economicamente ativas no país foi de 111%, enquanto que o dos homens foi de 40%.

Atualmente, são 30 milhões de mulheres no mercado de trabalho, representando 41% da população economicamente ativa do país. No setor educacional,  a ascensão da mulher é ainda mais expressiva que a dos homens, com 57% de estudantes femininas nos bancos do 2º grau e nos cursos superiores.

Mesmo assim, de acordo com a ONU, 25% das brasileiras ainda são vítimas constantes da violência doméstica. A punição só ocorre em 2% dos casos e, em cerca de 70%, o agressor é o próprio marido ou companheiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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