Papaléo: obesidade é problema de saúde pública
Da Redação | 24/02/2005, 00h00
O senador Papaléo Paes (PMDB-AP) comentou em Plenário os resultados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo a qual o Brasil tem um número muito maior de pessoas com excesso de peso do que com déficit de peso.
A pesquisa abrangeu um universo de 95,5 milhões de pessoas com mais de 20 anos e constatou que 3,8 milhões (4%) estavam abaixo do peso ideal, enquanto nada menos que 38,8 milhões (40,6%) apresentavam sobrepeso.
Ao lembrar que é equivocado colocar o excesso de peso e a fome como antônimos, o senador disse que a obesidade é um problema de saúde pública que vem tomando "dimensões assustadoras".
- Uma mesma pessoa pode ser obesa e apresentar significativas deficiências nutricionais, devido a uma alimentação de má qualidade - explicou.
Papaléo citou algumas das doenças que a obesidade pode causar, como hipertensão, diabetes e determinados tipos de câncer, males que podem levar à morte e que geram grandes prejuízos aos cofres públicos. Ele também mencionou o problema da obesidade infantil, que, segundo a Organização Panamericana de Saúde (Opas), aumentou 240% nos últimos 20 anos.
- A obesidade cresce porque elas ficam cada vez mais tempo diante da televisão, do computador e dos jogos eletrônicos e porque há cada vez menos espaços seguros nas cidades para as saudáveis brincadeiras e jogos ao ar livre. Cresce porque aumentou a sedução das refeições rápidas, campeãs de calorias e de má qualidade nutritiva, e cresce porque há pouca informação dos pais e das próprias crianças sobre as conseqüências de todos esses hábitos - declarou.
Crianças obesas, segundo o senador, tornam-se adultos obesos, daí por que o problema deve ser atacado o mais cedo possível. Para tanto, ele sugeriu novas regras para a publicidade dos produtos que engordam, além de uma "ampla ação pedagógica em prol de hábitos saudáveis", como a boa alimentação e os exercícios físicos, envolvendo escola, família e organizações não-governamentais.
O senador louvou iniciativas como o programa Escola Saudável, que começou a ser implantado no país em 2004 e que tem como meta incentivar a mudança de hábitos alimentares e a atividade física para alunos da 1a à 4a série. Por outro lado, lamentou a atitude do governo federal de protelar as decisões relativas à Estratégia Global para a Dieta, Atividade Física e Saúde, aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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