Ana Júlia: assassinato de irmã Dorothy não paralisará ações do governo no Pará
Da Redação | 16/02/2005, 00h00
Em discurso no Plenário na tarde desta quarta-feira (16), Carepa avaliou que o assassinato da religiosa foi praticado por pessoas que vêm tendo seus interesses contrariados pela ação do governo em favor do desenvolvimento sustentado e que sempre procuraram trabalhar na ilegalidade. A senadora, porém, lembrou que muitos madeireiros, mesmo não tendo os títulos definitivos de posse da terra,condenam os atos de violência e é com eles que o governo deveria buscar maior cooperação.
- Poderíamos dizer que existe um pessoal do bem, com o qual podemos trabalhar. Precisamos separar o joio do trigo - afirmou a senadora.
A representante do Pará leu em seu discurso trechos de documento do Sindicato dos Trabalhares Rurais de Anapu, demonstrando que as polícias civil e militar tinham pleno conhecimento do clima de violência no município. E, ainda de acordo com o documento, citado pela senadora, os policiais evitavam entrar na área do conflito por falta de autorização de seus respectivos comandantes. Para a senadora é exatamente essa omissão que levou, nos últimos meses, quatro trabalhadores rurais à prisão no estado, deixando em liberdade responsáveis por crimes ou atos de grilagem de terra.
Em aparte ao discurso de Carepa, o senador Eduardo Suplicy lembrou que, no sepultamento da missionária americana, várias pessoas lembraram que ela não estava sendo enterrada, mas "plantada para, com sua energia, mudar o Brasil".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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