Uma cerimônia de tradição, com uniformes de gala e tapetes vermelhos

Da Redação | 15/02/2005, 00h00

A reabertura dos trabalhos do Congresso, realizada sempre no dia 15 de fevereiro, é uma cerimônia cheia de tradições, com a presença de soldados do Batalhão da Guarda Presidencial, unidade militar criada há quase 200 anos por dom João VI e que, entre outras coisas, faz a guarda do Palácio do Planalto. Desde que sai de casa, o novo presidente do Congresso tem uma escolta de honra e, na frente do Congresso, ele passe em revista tropas, participa da cerimônia de hasteamento das bandeiras da Câmara e do Senado e há uma salva de 21 tiros de canhão.

Da entrada do Congresso até o Plenário da Câmara, onde se realiza a sessão de reabertura dos trabalhos do Parlamento, o presidente do Congresso e convidados caminham apenas sobre tapetes vermelhos, guardados por soldados Granadeiros (Exército), Alabardeiros (Marinha) e da Guarda Santos Dumont (Aeronáutica), todos em traje de gala. O alagoano Renan Calheiros, 49 anos, senador peemedebista desde 2003, cumpriu nesta terça-feira (15) este roteiro, um dia depois de ter sido eleito presidente do Senado.

Ao mesmo tempo em que Renan Calheiros cumpria este ritual, o novo presidente da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), recepcionava a poucos metros o presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim. Pouco depois, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro chefe do Gabinete Civil, deputado José Dirceu, chegou ao Congresso e percorreu o mesmo caminho sobre tapetes vermelhos. No Salão Negro do Congresso, os presidentes do Senado, da Câmara e do STF e o ministro José Dirceu se encontraram com os líderes partidários das duas casas e se dirigiram ao Plenário da Câmara, mais espaçoso que o do Senado, para a reabertura oficial dos trabalhos legislativos de 2005. O Plenário estava lotado e dezenas de parlamentares tiveram de ouvir os discursos de pé.

Na primeira fila do Plenário, estavam o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Edison Vidigal, o procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, perto dos ex-presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, João Paulo Cunha. Os dois ex-presidentes foram aplaudidos quando citados por Renan Calheiros. No Plenário, entre os parlamentares, vários ministros do governo. Ao final de uma hora, eles deixaram o Congresso e passaram mais uma vez pela Guarda de Honra dos Dragões da Independência, Granadeiros, Alabardeiros e a Guarda Santos Dumont. Estava aberto o terceiro ano legislativo da 52ª Legislatura do Congresso.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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