Renan afirma que Planalto não irá interferir na sucessão no Congresso
Da Redação | 21/01/2005, 00h00
Ao voltar do encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou que o governo não quer interferir na sucessão presidencial no Congresso. Como garantia de que o governo não terá qualquer influência, Lula informou a Renan que somente anunciará a reforma ministerial após consumadas as eleições dos presidentes da Câmara e do Senado.
O encontro desta quinta-feira (20), no Palácio do Planalto, reuniu o presidente do Senado, José Sarney, e os líderes do PMDB na Câmara, deputado José Borba (PR), e no Senado, Renan - nome mais cotado para suceder Sarney, em eleição em 14 de fevereiro. O atual presidente do Senado não quis dar declarações.
O líder do PMDB mostrou-se satisfeito com o encontro com Lula, por ter ouvido dele que o partido será o aliado preferencial, ocupando ministérios de prestígio. Mas Renan salientou que a conversa não foi conclusiva, uma vez que o presidente da República não detalhou a abrangência da reforma que pretende fazer.
Para Renan, a lógica da reforma ministerial é, num primeiro passo, Lula dizer ao PMDB quais as pastas que tem a intenção de oferecer. Num segundo momento, as bancadas no Senado e na Câmara vão sugerir nomes que tenham o perfil adequado para preencher os ministérios indicados.
Em relação à Roseana Sarney, o líder do PMDB disse que a conversa não avançou, porque o presidente José Sarney pediu que o assunto do oferta de um ministério para ela não fosse debatido em sua presença, para não lhe causar constrangimentos.
- Aliás, a senadora Roseana não pertence aos quadros do PMDB. Nunca soube que tivesse intenção de entrar no partido - concluiu Renan Calheiros.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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