Romero Jucá diz que Brasil precisa trabalhar mais para tornar-se uma superpotência no agronegócio
Da Redação | 03/12/2004, 00h00
"Não podemos nos deitar em berço esplêndido e pensar que, por sermos detentores de recursos naturais nada menos que extraordinários, estamos fadados, como que por encanto, ao sucesso no agronegócio". A advertência foi feita pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), em discurso no qual afirma que tal linha de pensamento é mais nociva do que um ledo engano.
- O equívoco de tais premissas traz consigo o risco de desperdiçarmos uma oportunidade única de nos tornarmos uma superpotência no agribusiness, com indústria, comércio e serviços interligados e funcionando de forma produtiva.
Jucá destacou que o Brasil possui, hoje, o maior saldo comercial do mundo no agronegócio e tornou-se o terceiro maior exportador de agroderivados do mundo. Além disso, de acordo com dados apresentados pelo presidente do Instituto de Estudos de Comércio e Relações Internacionais (Ícone), Marcos Sawaya Jank, o agronegócio brasileiro cresceu, de 1990 a 2002, a uma taxa média de 6,4% ao ano.
- O interessante é observarmos que esse notável desempenho vem ocorrendo malgré tout, ou seja, malgrado os inúmeros nós górdios, os inúmeros gargalos da estrutura produtiva e da própria infra-estrutura brasileira - completou.
O senador registrou ter recebido os Anais do 3º Congresso Brasileiro de Agribusiness, promovido pela Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), e disse que, da leitura das conferências feitas durante o encontro, chega-se a uma conclusão inevitável: a de que "o Brasil precisa trabalhar em uma série de pontos nodais se quiser manter-se e consolidar-se como um dos maiores exportadores mundiais de alimentos, fibras e energia renovável".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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