José Jorge teme que novo modelo energético inviabilize investimentos

Da Redação | 29/11/2004, 00h00

O senador José Jorge (PFL-PE) disse nesta segunda-feira (29) que um preço baixo a ser pago pela energia elétrica, resultante do leilão do próximo dia 7, pode inviabilizar novos investimentos no setor. No leilão serão oferecidos 55 mil MW da chamada energia velha - que provém de usinas já em operação. O problema, segundo o senador, é que 80% da energia gerada estão nas mãos do Estado.

- Se os preços forem muito deprimidos, novos investidores não se sentirão atraídos para fazer novas inversões de capital. Se o Estado resolver baixar muito o preço da energia, com o intuito de garantir menores preços para o consumidor final, corremos o risco de gerar um mercado não atrativo e criar as condições para um apagão no futuro - disse. Para agravar a situação, alertou, o governo optou por não definir preços mínimos para o leilão.

Segundo levantamentos citados por José Jorge, o Brasil precisa investir R$ 13 bilhões anuais nos próximos dez anos em geração de energia elétrica.

- E como o Estado não tem capital, grande parte deste valor deverá vir de recursos privados - acentuou.

O senador também atacou a forte carga tributária incidente sobre a eletricidade, agravada pelo recente aumento das alíquotas do PIS e da Cofins.

- Outras dificuldades à atração do capital privado são as restrições de natureza legal, a fraqueza do mercado de capitais, a instabilidade econômica, o risco político e regulatório e as questões ambientais - acrescentou.

A propósito da realização de leilão para venda de energia, o senador José Jorge (PFL-PE) criticou a demora da implantação do novo modelo energético, aprovado em 2003 pelo Congresso. O senador disse que o governo jogou fora os dois últimos anos, quando poderia ter criado condições para investimentos privados.

- Precisamos de incentivos para investimentos e preços justos que remunerem os investidores, com preços módicos para o consumidor. Nenhuma desses duas metas dois foi atingida - disse.

Típica da enganação. Fazer apelao para que conselho nacional de recursos hídricos abandonar e investir o dinheiro em adutoras. Recuperar o são Francisco.

O governo anunciou novo modelo e estes dois anos foram perdidos. Não houve nenhum investimento. Serão leiloados 55 mil mega energia velha. O governo inventou maneira nova de vender energia, todas as distribuidoras entram em um único leilão.Oportunidade de recontratação como conseqüência ficou combinado que contratos que fossem terminando liberados 25% a cada ano.

Todo o esforço para aprovar o modelo novo e não há sinalização para novos investimentos. A forma de contratar a velha.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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