Hélio Costa defende permanência do PMDB no governo
Da Redação | 24/11/2004, 00h00
O senador Hélio Costa (PMDB-MG) defendeu nesta quarta-feira (24) a permanência do seu partido no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao justificar que o PMDB deve cumprir seu compromisso com a governabilidade do Brasil, ele registrou que se os deputados e senadores peemedebistas resolverem passar para a oposição, o governo não conseguirá mais aprovar matéria alguma no Senado e encontrará muitas dificuldades para passar seus projetos na Câmara dos Deputados.
- O governo e o presidente Lula reconhecem a importância do PMDB nesse momento. No encontro que nós senadores tivemos com o presidente, na última sexta-feira (19), pudemos conversar de forma amistosa e inteligente com ele. Ouvimos sua posição e pudemos nos manifestar também. Hoje (24), um encontro semelhante ocorreu com os deputados. Pelo que fiquei sabendo, a reunião, da qual participaram 64 dos 76 deputados peemedebistas, se deu em um clima de cordialidade - afirmou Hélio Costa.
Contrário à convenção nacional marcada para o dia 12 de dezembro que tem como objetivo definir se o PMDB continua ou não integrando o governo Lula, Hélio Costa negou que a maioria do partido defenda a entrega dos cargos e a definição de uma posição de independência ou de oposição ao governo.
Em aparte, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) disse que será "uma barbaridade" o PMDB tomar uma posição em dezembro sem consultar os prefeitos e vereadores eleitos no último pleito, que somente tomarão posse a partir de janeiro. Na mesma linha, o senador José Maranhão (PMDB-PB) observou que a direção do partido não deve se sobrepor à vontade dos eleitos recentemente. Já o senador Maguito Vilela (PMDB-GO) disse que, independente de cargos, o PMDB deve ajudar o PT a governar o país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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