Oposição apresenta condições ao governo para não obstruir votações
Da Redação | 23/11/2004, 00h00
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) listou em Plenário nesta terça-feira (23) as condições que a oposição considera necessárias para continuar colaborando com o governo em votações no Congresso Nacional que sejam de interesse do país. No mesmo instante, os líderes do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), e do PFL, senador José Agripino (RN), concediam entrevista coletiva à imprensa em que anunciavam a mesma pauta de condições.
Dentre as condições listadas por Alvaro Dias, destacam-se o fim do que ele chamou de "operação abafa CPI" e esclarecimento dos escândalos de corrupção do governo Luiz Inácio Lula da Silva; cumprimento dos acordos firmados; limitação na edição de medidas provisórias; correção da tabela do imposto de renda; regras para a compensação da Lei Kandir aos estados e municípios; redução das alíquotas da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social); ganho relativo para o salário mínimo no próximo ano; retirada dos projetos de criação do Conselho Federal de Jornalismo e da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav); não convocar extraordinariamente o Congresso em janeiro; e aprovar a chamada PEC paralela da Previdência, que está parada na Câmara dos Deputados desde o início do ano.
- Estamos aguardando uma resposta do governo. Se a gestão administrativa do governo Lula é caótica, a gestão política é caótica. Não foi por falta de colaboração da oposição que o Congresso não avançou mais. Foi a enxurrada de MPs e o descumprimento de acordos que paralisaram as votações. Qualquer acordo agora só será possível com a participação das lideranças da Câmara dos Deputados, porque os acordos feitos no Senado acabam sendo inócuos - afirmou.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) avaliou que o sentimento popular em relação ao Congresso Nacional é que a opinião pública vê com bons olhos os avanços em relação aos que são projetos importantes para o governo e para a oposição. O senador Flávio Arns (PT-PR) procurou enfatizar "aquilo que vem dando certo" no governo, como a política econômica, o crescimento no número de empregos, a destinação de R$ 14 bilhões no orçamento de 2005 para programas de distribuição de renda e as operações bem-sucedidas da Polícia Federal contra o crime organizado.
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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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