Efraim elogia trabalho da oposição no Senado e responsabiliza o governo pela obstrução na Câmara
Da Redação | 19/11/2004, 00h00
Os partidos de oposição não estão emperrando as votações na Câmara dos Deputados. Ao enfatizar essa declaração da Tribuna, nesta sexta-feira (19), o senador Efraim Morais (PFL-PB) fez coro com o líder do seu partido na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), que responsabilizou a base governista pela obstrução que está atrasando a votação de medidas provisórias (MPs).
Ele evidenciou a postura de colaboração dos oposicionistas com o que vem ocorrendo no Senado, que conseguiu concluir a votação dos destaques à reforma do Judiciário e aprovar no Plenário, em tempo recorde, o projeto de lei de conversão da MP que cria o Programa de Modernização do Parque Industrial Nacional (Modermaq). O senador lembrou também a votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do parecer a um dos projetos prioritários do governo, o das Parcerias Público-Privadas (PPPs), possibilitando o seu exame na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e no Plenário entre os dias 23 e 25.
Para reforçar essa disposição dos oposicionistas no Senado, Efraim citou a reunião prevista para esta terça-feira (23) entre os líderes partidários e o presidente do Senado, José Sarney, para definir a data de votação da proposta de emenda constitucional do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), com novas regras para a tramitação de MPs, acabando com as comissões especiais e agilizando a tramitação nas duas Casas.
Efraim chegou a ironizar a mudança de estratégia da liderança do governo com os partidos da base aliada na Câmara. Ele mencionou a matéria veiculada no Jornal da Câmara desta sexta-feira, em que o vice-líder do governo, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), informou que as negociações serão feitas com cada um dos partidos que compõe a base aliada e não mais com o conjunto das legendas. "Essa negociação no varejo vai precisar de muito pé-de-ouvido, de muito cochicho", disse.
Mas ele não deixou de fazer um apelo para que essa nova estratégia de negociação com a base aliada seja feita com transparência e com competência. No caso da oposição, segundo o senador, o que se quer é que o governo cumpra o que está na lei orçamentária de 2004 em relação às emendas parlamentares, o que não pode ser caracterizado como uma troca de favores. "É preciso cumprir o que está na lei", reforçou o senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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