Alberto Silva quer apoio a programa que beneficia agricultura familiar

Da Redação | 19/11/2004, 00h00

O senador Alberto Silva (PMDB-PI) propôs em discurso nesta sexta-feira (19) que os parlamentares formem uma corrente para apoiar um programa piloto que pretende ajudar o agricultor a produzir com mais lucro no semi-árido nordestino. O programa, a ser instalado também no Piauí, garantirá que empréstimos de R$ 500 conseguidos junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) sejam utilizados com ajuda de técnicos e especialistas.

- Podemos criar riqueza no campo sim, desde que organizemos os lavradores- afirmou.

O programa faz parte do Plano Agrícola e Pecuário do governo, que destinará este ano ao setor R$ 20 bilhões. O objetivo é investir em cadeias produtivas com crédito barato em regiões carentes no Norte, Nordeste, do Vale do Jequitinhonha (MG) e do Mucuri (ES).

Silva afirmou que se os empréstimos agrícolas do governo normalmente são entregues direto ao agricultor acabam sendo gastos em bens de consumo imediato e a agricultura é feita com as mesmas técnicas de sempre. Mas, destacou, se o agricultor depositar o dinheiro no banco e tiver auxílio de técnicos da Embrapa, por exemplo, pode conseguir lucros consideráveis. O senador afirmou que três hectares cultivados por família com auxílio dos técnicos do programa plantando algodão, feijão e mamona podem render até R$ 3 mil por mês.

- É preciso ajudar o agricultor. Construindo junto e educando o homem do campo podemos ajudar o lavrador a comprar um plano de saúde, um seguro de vida, arrendar a terra e ainda sobrará dinheiro para ele viver como cidadão - afirmou o senador.

Alberto Silva conclamou o Senado a apoiar o projeto piloto que será desenvolvido junto à Embrapa, Banco do Nordeste, Sebrae e Banco do Brasil de forma que o projeto sirva como exemplo para que "se faça uma revolução no campo". O senador considera que o governo deve investir em projetos como esse em vez de gastar dinheiro para desapropriar terras e depois deixar o lavrador sozinho, o que, em sua opinião,  "não leva a lugar nenhum".  Programas como este evitam luta e conflito, defendeu o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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