Comissão do Mercosul ouve professora mexicana sobre o Nafta
Da Redação | 18/11/2004, 00h00
Durante palestra realizada nesta quinta-feira (18) na Comissão Mista do Mercosul, sobre o custo econômico e social do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), a professora e pesquisadora da Universidade Nacional Autônoma do México Irma Portos Pérez ressaltou o agravamento das condições de vida da maioria da população e a desestruturação das atividades agrárias e industriais naquele país, após a implantação do Nafta.
No entanto, Irma Pérez observou que, na hipótese de o Brasil vir a participar da Alca, o país terá meios para fazê-lo em condições mais favoráveis do que as que o México dispunha quando aderiu ao Nafta, uma vez que "sua estrutura econômica permite que ele se imponha".
Quanto aos dados referentes ao crescimento do Produto Interno Bruto do México, que, inclusive, já teria superado o PIB do Brasil, a professora informou que os números podem estar projetando uma idéia equivocada da realidade. Estudos realizados nos meios acadêmicos e por entidades de classe indicam que a maior parte das exportações que sustentam esse crescimento é feita por cerca de 300 empresas transnacionais, com filiais no México.
Irmã Portos Pérez é pesquisadora do Instituto de Investigaciones Econômicas da Universidade Nacional Autônoma do México e realiza atualmente duas pesquisas sobre as indústrias audiovisuais no Brasil e no México, tomando a TV Globo e a mexicana Televisa como foco de análise.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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