Eduardo Siqueira Campos critica demora na liberação de obra em Tocantins

Da Redação | 10/11/2004, 00h00

O senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO) disse nesta quarta-feira (10) que a construção da usina hidrelétrica de Estreito, em Tocantins, pode ser inviabilizada em decorrência da demora na liberação da licença ambiental para a obra. Segundo ele, a obra, "que não depende de recursos públicos", está três anos atrasada e há o risco de que os investidores, desencorajados, acabem desistindo da empreitada.

- O investidor não vai querer colocar recursos, se uma licença for levar três anos. Não teremos empresários interessados - afirmou.

O senador creditou a demora à ação, a seu ver equivocada, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), isentando o presidente do órgão, Marcus Barros, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Eduardo lamentou, no entanto, que o governo deixe de incentivar empreendimentos com grande capacidade de gerar empregos.

- O Brasil está fazendo um esforço para novas alternativas de produção de energia - disse o senador, salientando a importância da obra.

Na avaliação de Eduardo, o governo mostra-se dividido entre ministros "desenvolvimentistas" e outros que atentam para a preservação, mas acabam prejudicando iniciativas empresariais geradoras de emprego e renda. O senador voltou a criticar a ação do Ibama que fechou, por 40 dias, um frigorífico na cidade de Gurupi (TO). Segundo ele, o motivo foi uma "questão corriqueira e sem importância ambiental", mas as conseqüências do ato foram graves para a economia do estado.

- O frigorífico exporta 54% de sua produção para 21 países - informou.

O pronunciamento recebeu o apoio dos senadores César Borges (PFL-BA) e Mozarildo Cavalcanti (PPS-RR).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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