Serys quer que governo do PT melhore qualidade de vida do povo brasileiro

Da Redação | 08/11/2004, 00h00

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disse que o Partido dos Trabalhadores, em vez de cantar vitórias, "precisa se organizar mais, se fortalecer mais e, junto dos partidos que apóiam o governo Lula, buscar fazer políticas que engrandeçam e melhorem a qualidade de vida do povo brasileiro e não permitam o retorno de forças retrógradas e atrasadas ao governo do país". A senadora lamentou o baixo nível imposto, segundo ela, pelo PSDB na campanha para a Prefeitura de Cuiabá.

Segundo ela, o PT foi vítima de "uma campanha sórdida", à qual não soube responder à altura. Ela acusou o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) de comandar a campanha, "atacando de maneira vil a campanha do PT", e afirmou que o candidato do partido, Alexandre César, embora "um camarada exemplar" (procurador do estado, professor da Universidade Federal do Mato Grosso, liderança de docentes e de servidores públicos), teve suas respostas sobre união civil de pessoas do mesmo sexo - considerada por ela "uma das posições libertárias do PT" - editadas e distribuídas para todas as igrejas evangélicas da cidade, como sendo uma ameaça à integridade das famílias.

 - Basta este episódio para que todos percebam o nível da campanha - afirmou a parlamentar, lamentando que os petistas tenham tido o "gosto amargo" de ver a população envolvida por "uma campanha infame" e negar seu voto. A senadora ainda acusou o PSDB no estado de manter "vínculos com o crime organizado".

Serys disse que o PT precisa aprender a rejeitar alianças muito amplas, que acabam gerando rejeição popular. Lamentou o apoio do governador Blairo Maggi a Alexandre César, enquanto sua esposa, a secretária de estado Teresinha Maggi, pedia abertamente, em programas de televisão, votos para o PSDB, "desafiando inclusive a legislação eleitoral".

- O governador acendia uma vela para Deus e outra para o diabo. É o tipo de apoio que temos de aprender a rejeitar - disse.

A senadora defendeu investimentos em infra-estrutura, como a melhoria da BR-163, e mais ações governamentais para os excluídos e despossuídos, afirmando que o partido precisa encontrar "rumos mais conseqüentes" e não permitir que o povo "fique preso neste sofrido jogo de gato e rato", esperando alguém que resolva seus problemas "por mágica".

- O PT é que representa o povo brasileiro, os setores subalternizados da população - afirmou, dizendo ser hora de o partido mostrar seus projetos.

Em aparte, o senador Sibá Machado (PT-AC) destacou a expressiva eleição do partido em outras capitais da Região Norte e afirmou que os representantes da Amazônia precisam "ter um lugar melhorado nos fóruns de decisão do partido".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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