Armando Monteiro defende fim da intervenção no Mercantil
Da Redação | 19/10/2004, 00h00
Mesmo reconhecendo que tecnicamente o Banco Central agiu de forma correta ao decretar a intervenção do Banco Mercantil S.A., de Pernambuco, em agosto de 1995, o ex-presidente da instituição, Armando Monteiro Filho, disse que, depois de nove anos de intervenção e do patrimônio da instituição hoje já apresentar resultado positivo, é chegado o momento da suspensão da intervenção. Ele informou que em novembro de 2002 a diretoria do Banco Central aprovou, por unanimidade, proposta para suspender a liquidação.
- A diretoria anterior do Banco Central praticamente fez cessar a intervenção no Banco Mercantil, na medida em que o diretor Carlos Eduardo de Freitas, concordou com a nossa proposta de pagar integralmente à vista todo o passivo incontroverso e de depositar em juízo o controverso. Aprovada por unanimidade, essa decisão só não foi para frente porque aquela diretoria do Banco Central expirou seu mandato com a mudança de governo em 31 de dezembro de 2002 - lamentou Armando Monteiro Filho.
O ex-presidente do Banco Mercantil e o liquidante da instituição, Nilvan Vasconcellos participaram de audiência pública na noite desta terça-feira (19) na Subcomissão da Liquidação de Instituições Financeiras. Armando Monteiro Filho disse que o Banco Central aplicou R$ 530,1 milhões no Mercantil, recursos do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer).
O liquidante Nilvan Vasconcellos computou que recebeu o Banco Mercantil com um patrimônio líquido negativo de R$ 109 milhões. Ele contou que recuperou um terço dos créditos que eram considerados "podres", economizou fazendo diversos acordos trabalhistas e também reduziu significativamente as despesas administrativas. Nilvan Vasconcelos revelou que o ativo atual da instituição chega a R$ 828,6 milhões.
Os senadores Edison Lobão (PFL-MA), Fernando Bezerra (PMDB-RN), Rodolpho Tourinho (PFL-BA), Marcelo Crivella (PL-RJ), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Valdir Raupp (PMDB-RO) e o próprio presidente da Subcomissão, Aélton Freitas (PL-MG) manifestaram estranheza pelo fato do Banco Mercantil continuar sob regime de liquidação. Ao final da reunião, foi aprovado requerimento definindo que as próximas audiências públicas debaterão a liquidação, na seguinte ordem, dos bancos Econômico, Nacional, Bamerindus e Banorte.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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