Lúcia Vânia condena "gracejos" feitos pelo presidente Lula

Da Redação | 31/08/2004, 00h00

A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) manifestou sua concordância com editorial do jornal Folha de S. Paulo, publicado no último dia 19, segundo o qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria procurar “poupar o país de gracejos de gosto e efeitos duvidosos”. O editorial, intitulado “Lula descontraído”, comenta a declaração do presidente de que um dos motivos de sua viagem ao Gabão teria sido o de “aprender como um presidente consegue ficar 37 anos no poder”. A senadora lembrou que a assessoria de imprensa do presidente afirmou que a declaração foi feita num momento de “descontração”. Para Lúcia Vânia, aquele não foi um fato isolado, porque Lula da Silva já havia, a título de “brincadeira”, chamado de covardes os jornalistas que não defendem o projeto de criação do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ), encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional. - Isso permite concluir que ou o presidente “brinca” sem considerar a responsabilidade inerente ao cargo, desconhecendo o peso de suas declarações, ou, então, diz mesmo o que pensa e acredita que a manutenção do poder como a que ocorre no Gabão é saudável para a democracia e são covardes os jornalistas que não pactuam com o autoritário projeto de criação do CFJ. A senadora pediu que o editorial fosse considerado parte integrante de seu pronunciamento. No texto do jornal, considera-se sintomático que Lula tenha escolhido o infeliz exemplo da ditadura africana para manifestar o desejo de ser reeleito. Ainda de acordo o editorial, a frase relativa aos jornalistas “serviu apenas para realçar o antigo vezo do sindicalista provocador, em tudo inadequado a um presidente da República”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: