Sibá: biodiesel não vai repetir erros do Proálcool

Da Redação | 30/08/2004, 00h00

Em entrevista à Rádio Senado, o senador Sibá Machado (PT-AC) definiu o biodiesel como uma tecnologia de grandes vantagens ambientais e econômicas. E disse acreditar que, privilegiando o pequeno produtor e controlando o aspecto mercadológico do novo combustível, o governo vai evitar os erros do Proálcool. Produzido principalmente a partir de plantas oleaginosas como o dendê  e o buriti, o biodiesel pode ser adicionado ao diesel convencional à base de 3%. Esse percentual subirá a 5% em três anos e a 20% daqui há vinte anos. O senador explicou que esse crescimento paulatino evitará uma “corrida maluca”, prejudicial ao meio ambiente e aos produtores. O governo decidiu também cercear a participação do grande produtor nesse momento. A idéia é que, ao contrário do que ocorreu com o Proálcool, o biodiesel não fique à mercê das flutuações de preços do mercado internacional. Um dos problemas que levaram ao desabastecimento de álcool no passado foi a opção dos grandes produtores pela fabricação de açúcar nos momentos em que o preço dessa commodity  se elevou no mercado mundial. De acordo com o parlamentar acreano, em 20 anos a participação do biodiesel na oferta de combustíveis significará uma área plantada de 60 a 70 milhões de hectares. A intenção do governo é incentivar o plantio de mamona no semi-árido nordestino, uma vez que essa oleaginosa é bastante resistente à seca. Na Região Norte, pretende-se aproveitar as plantas nativas, com o replantio de áreas desmatadas. No Acre, por exemplo, a maior parte das pesquisas está sendo realizada com o buriti, com resultados muito positivos: dois ônibus de uma empresa de transportes já estão circulando com o combustível D-5, feito a partir do óleo do buriti. - Além de não poluir muito, o biodiesel será uma atividade com grande potencial de geração de empregos – ressaltou o senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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