Candiota nega que tenha sido extorquido por integrantes da CPI do Banestado
Da Redação | 24/08/2004, 00h00
O ex-diretor de Política Monetária do Banco Central, Luís Fernando Candiota, foi ouvido nesta quarta-feira (24) pela Corregedoria do Senado Federal. Ele falou ao senador Romeu Tuma (PFL-SP), responsável pela sindicância criada para apurar as denúncias de suposta extorsão praticada por integrantes da comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista do Banestado, que investiga a evasão ilegal de divisas do país.
De acordo com Tuma, Candiota, que foi ouvido reservadamente, negou que tenha sido vítima de extorsão.
- Ele disse que já tinha desmentido pela imprensa essa informação. Mas eu pedi que ele fizesse um depoimento historiando todos os fatos e concluindo realmente que ele não foi vítima de nenhuma tentativa de extorsão e nenhum tipo de pressão que o obrigasse a tomar a medida que tomou, que foi de moto próprio – disse Tuma à Rádio Senado, referindo-se ao pedido de demissão de Candiota, após as denúncias de sonegação fiscal e evasão de divisas, noticiadas pela imprensa.
O corregedor informou que convidará também a jornalista Sonia Racy, autora da reportagem do jornal Estado de S. Paulo, segundo a qual oito pessoas foram chantageadas por integrantes da CPI. O ex-vereador da cidade de São Paulo, Armando Melão, preso ao extorquir o empresário Reynaldo de Barros em nome da CPI do Banestado também deverá ser ouvido por Tuma.
Ainda de acordo com o senador, caso haja indícios de que algum parlamentar da CPI tenha praticado extorsão, um relatório deverá ser encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, podendo, assim, haver cassação de mandato.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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