Teotônio apóia governadores do PSDB e critica concentração de tributos nas mãos da União
Da Redação | 18/08/2004, 00h00
- Os governadores do PSDB manifestam sua insatisfação com o crescente enfraquecimento da Federação, pelo não compartilhamento das receitas da União com estados e municípios, redução das transferências e aumento de alíquotas das contribuições não compartilhadas, que resultam em elevada carga tributária, fator de estrangulamento do setor produtivo e do enfraquecimento popular – afirma o documento.
A carta assinada pelos governadores Marcelo Miranda (TO), Geraldo Alchmin (SP), Aécio Neves (MG), Marconi Perillo (GO), Lúcio Alcântara (CE), Simão Jatene (PA), Ivo Cassol (RO) e Cássio Cunha Lima (PB) pede a adoção de “limites suportáveis” para o pagamento dos serviços da dívida dos estados, excluindo do cálculo os recursos destinados à educação e à saúde.
Para mudar essa situação, os governadores apóiam projeto de lei do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) que cria um novo conceito de receita líquida real, por acreditarem que a proposta, ao mesmo tempo, mantém os contratos e devolve autonomia aos estados. A correta aplicação dos recursos da União no Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), o retorno do investimento nos estados de cota do salário-educação e a liberação dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) também estão entre as reivindicações dos governadores, entre outras medidas legislativas sugeridas.
Na conclusão do documento, destacou Teotônio, os governadores reafirmam seu compromisso com as iniciativas voltadas para a retomada do crescimento, promoção da justiça social e o desenvolvimento sustentável.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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