O presidente do Senado, José Sarney, disse, nesta terça-feira (17), em entrevista, que aprova a decisão do governo de dar status de ministro ao presidente do Banco Central. Para ele, a medida é justa, pois já existem outros cargos similares que também têm status de ministro, tais como o advogado-geral da União e o presidente do Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção, órgão colegiado vinculado à Controladoria Geral da União. Além disso, observou, o presidente do BC tem importantes atribuições no país. - Nada mais justo, uma vez que nós já temos nessa situação o advogado geral da União e o ministro do Controle e da Transparência. O presidente do Banco Central, que tem atribuições tão grandes e importantes para o país, deve ter status de ministro - disse. Sarney disse não estranhar que a iniciativa tenha sido tomada por medida provisória em vez de projeto de lei: “assim têm sido com todas as outras reformas de nível administrativo, é a fórmula que o governo encontra, acho que é adequada”. O senador lembrou que o Congresso está em fase de atividade reduzida por conta do período eleitoral, e o governo tem urgência de resolver o assunto, o que justifica a edição da MP. O presidente do Senado também concordou com a medida tomada pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista do Banestado, deputado José Mentor (PT-SP), que mandou lacrar os documentos sigilosos em poder do colegiado. - Acho que é uma boa providência, um passo no sentido de colocar a CPI dentro dos canais competentes, de modo que as águas voltem ao seu leito – disse Sarney.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)