Preocupação maior é com poços dos "blocos azuis"
Da Redação | 12/08/2004, 00h00
A preocupação de parlamentares oposicionistas e sindicatos de petroleiros com a 6ª Licitação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), marcada para os próximos dias 17 e 18, é que o Brasil perca a oportunidade de se tornar auto-suficiente em petróleo a partir de 2006. Especialmente por causa da licitação das áreas denominadas "blocos azuis", que têm potencial para mais de 6 bilhões de barris de petróleo.
Os 915 blocos azuis somam 202.739,44 quilômetros quadrados de reservas petrolíferas de qualidade considerada excelente, com valor estimado de US$ 300 bilhões. É grande o medo de que esse manancial acabe sob o controle de multinacionais.
Entre as entidades a se manifestarem contra a licitação está a Federação Única dos Petroleiros (FUP). Representante de mais de 150 mil trabalhadores ativos e inativos do setor de petróleo, a FUP está fazendo veicular campanha em rede nacional de televisão, em que pede a suspensão do leilão e a convocação de um plebiscito sobre o monopólio do petróleo. Para a FUP, os blocos azuis são anexos aos campos onde a Petrobras já explora petróleo e gás, o que levaria à extração de petróleo de campos já explorados pela Petrobras. A entidade quer um debate nacional sobre a questão.
Já o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), protocolou ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a realização do leilão. Ele questiona ainda diversos artigos da Lei do Petróleo (9.478/97), que extinguiu o monopólio estatal do petróleo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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