O senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez um apelo para a suspensão, por 30 dias, das licitações internacionais das áreas petrolíferas, onde a Petrobras já concluiu haver fortes indícios da presença de petróleo e gás natural. A sexta rodada de licitações está marcada para as próximas terça e quarta-feira ( 7 e 18). Para Simon, num momento em que o mundo está em pânico pela possível falta de petróleo, o Brasil não deve promover licitações em que podem participar as multinacionais de petróleo. Elas certamente exportariam o produto com celeridade, exaurindo nossas reservas. “Seria vender nosso futuro”, afirmou. - O que causa mais espanto e revolta é que o PT sempre foi crítico dos leilões realizados no governo Fernando Henrique. Agora, com a faca e o queijo na mão, faz a opção pela inércia, supostamente para não frustrar as expectativas das grandes companhias internacionais de petróleo – observou. Ele afirmou que o governo Lula está preocupado somente em gerar superávits na balança comercial, por isso opta pelo imediatismo e oferece nossas reservas às gigantes do setor petrolífero. Se o Brasil abrir mão de suas reservas para “fazer caixa” nas contas externas pode, depois de atingir a auto-suficiência prevista para 2006, tornar-se novamente importador e dependente do petróleo estrangeiro, sabe-se lá a que preço, argumentou. Para Simon, o governo não pode cometer o mesmo erro sobre petróleo que foi cometido na década dos 70, que tanto abalo provocou à economia nacional. Se o Brasil não se prevenir, pode pagar caro por esse erro que se avizinha, alertou. Ele disse já haver convidado a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, para vir ao Senado debater a política de petróleo mas, diante da exigüidade de tempo, a única atitude sensata seria suspender as licitações por 30 dias, dando tempo para que se promova uma ampla discussão em nível nacional sobre o assunto. Em aparte, o senador Tião Viana (PT-AC) concordou com a necessidade de o Senado ouvir as autoridades do setor de energia do governo sobre esse assunto, em especial o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra. › Preocupação maior é com poços dos "blocos azuis"
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)