A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), disse nesta quinta-feira (12) que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) do Banestado "está numa situação muito delicada", não tendo mais controle sobre quem tem ou teve acesso aos dados de que dispõe. A senadora lembrou que as informações são sigilosas, frisando que "tem muita gente com banco de dados”. Para a líder, a preocupação maior neste momento é trazer a CPI de volta à normalidade e estabelecer procedimentos dentro da legalidade. Ideli lembrou que a responsabilidade pela guarda das informações referentes à quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico é do presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), e não do relator, deputado José Mentor (PT-SP). Ela acrescentou que todos os integrantes da CPI do Banestado são co-responsáveis pela quebra de sigilo, pois os requerimentos foram apresentados, votados e aprovados por eles. - Os critérios foram apresentados, estavam claros e explicitados, portanto a responsabilidade é coletiva, não é de uma única pessoa - frisou. Em relação à divulgação de um diálogo entre Mentor, a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) e o deputado Eduardo Valverde (PT-RO), Ideli disse que a gravação foi feita após o encerramento da reunião da CPI do Banestado, portanto não é uma informação pública e foi “vazada” para a imprensa. Ela defendeu o relator e disse que não existem motivos para convocar o advogado Roberto Teixeira, amigo do presidente da República para depor na CPI. - Ele não tem movimentação através de contas CC5 - assegurou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)