Efraim diz que há negligência do governo na recriação da Sudene

Da Redação | 12/08/2004, 00h00

O senador Efraim Morais (PFL-PB) queixou-se do que chamou de “negligência” do governo federal no processo de reativação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), compromisso de campanha assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de acusar a gestão petista de não cumprir a promessa, Efraim reclamou a ausência de uma política de desenvolvimento que estimule a economia da Região Nordeste e combata as desigualdades regionais.

- A Sudene continua sendo uma tabuleta, à espera de que o governo federal lhe direcione não apenas recursos, mas estabeleça em que bases voltará a funcionar – afirmou. Segundo o parlamentar, o compromisso do presidente Lula envolvia não apenas a reabertura da autarquia, mas sua revitalização. Seria a oportunidade de a Sudene reassumir o papel de indutora do desenvolvimento nordestino e retomar feitos que marcaram seus 42 anos de vida, como a geração de milhares de empregos e a implantação de dezenas de pólos industriais.

Na opinião do senador pefelista, a reativação da Sudene deve ocorrer na perspectiva de atrair novos  empreendimentos e manter incentivos fiscais para as empresas já instaladas e as que vierem a se instalar no Nordeste. Ele expressou o temor de que a implementação do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR), criado com a promessa de repasse anual de R$ 2,2 bilhões para regiões carentes, possa prejudicar a atuação da autarquia no financiamento de novos projetos produtivos.

Na última quarta-feira (11), a Câmara dos Deputados aprovou os projetos de lei de complementar que prevêem a reabertura da Sudene e da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). As proposições seguem agora para o Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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