Luiz Otávio pede retomada de obras do Projeto Alvorada no Pará

Da Redação | 05/08/2004, 00h00

O senador Luiz Otávio (PMDB-PA) apelou ao presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Valdi Camarcio Bezerra, pela retomada das obras de abastecimento d’água e saneamento a serem realizadas pelo Projeto Alvorada em 56 municípios do Pará. Segundo reportagem do jornal O Liberal, citada pelo parlamentar, apenas uma das cem obras que beneficiariam 1,5 milhão de paraenses foi concluída. Com a suspensão do repasse de recursos pelo governo federal, em 2002, as obras já iniciadas foram abandonadas.

- Com certeza, o presidente Lula não sabe dessa atitude da Funasa e não vai querer punir o Pará ou qualquer outro estado da Federação – observou. Ainda de acordo com O Liberal, as obras do Projeto Alvorada, com investimentos em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), foram iniciadas no Pará em 2000, tendo sido liberados, até agora, R$ 46,6 milhões dos R$ 147,3 milhões previstos em contrato assinado entre a Funasa e o governo estadual.

Outra preocupação do parlamentar é com a construção da hidrelétrica de Belo Monte, cujo edital de licitação teria sido suspenso por pressão de entidades ambientais.

- Dos quase 60 mil megawatts produzidos no Brasil, o Pará tem condições de contribuir com a geração de 40 mil megawatts - afirmou, assinalando a capacidade de a hidrelétrica de Tucuruí abastecer não só as regiões Norte e Nordeste, mas até o Centro-Oeste.

A manifestação de Luiz Otávio sobre hidrelétricas foi endossada pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PPS-RR), que disse não ver bom senso no trato da questão pelo governo. A própria ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, advertiu, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que entraves na liberação de licença ambiental exigida na construção de usinas hidrelétricas pode levar ao colapso de energia no país.

Luiz Otávio também destacou o sucesso do empreendimento Pará Pastoril e Agrícola, que vem produzindo quase 50 mil litros de álcool por ano em área de 7 mil hectares plantados de cana-de-açúcar. Segundo informou, o bagaço da cana já é utilizado na geração de energia do projeto e, a partir de 2005, a empresa deve iniciar a produção diária de 8 mil sacas de açúcar.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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