O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse nesta segunda-feira (2) que considera “grave e inadmissível” a compra de convites efetuada pelo Banco do Brasil para show em benefício do PT. Embora não tenha sugerido diretamente nenhuma medida para punir o presidente do BB, Cássio Casseb, Suplicy citou o caso do ex-primeiro-ministro da Alemanha Willy Brandt, que pediu demissão por considerar graves as atividades de espionagem de um assessor. O parlamentar paulista deu entrevista depois de conversar com o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), a quem sugeriu a realização de audiência para que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, se defenda das acusações de sonegação fiscal. Casseb poderia também comparecer à reunião, embora Suplicy tenha tratado do assunto somente com Meirelles, que se mostrou aberto a dar explicações ao Senado. - Não conversei com o Casseb. O dr. Meirelles me garantiu que tudo o que fez tem respaldo legal, mas nada melhor que comparecer ao Senado para esclarecer tudo e ainda dar as boas notícias sobre a economia – disse Suplicy. A audiência ainda depende da presença de um "número significativo" de senadores, por exigência de Tebet. A caminho do Plenário da Casa, Suplicy debateu o assunto com os senadores Jorge Bornhausen (PFL-SC) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que elogiaram a iniciativa e se mostraram otimistas em relação ao quorum da possível audiência. Bornhausen reconheceu que o dinheiro dos convites foi devolvido aos cofres públicos, mas ressaltou a ocorrência da “improbidade administrativa”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)