Ideli comenta protesto em Florianópolis contra reajuste de passagens de ônibus
Da Redação | 01/07/2004, 00h00
Os protestos da população de Florianópolis contra o reajuste de 15% nas tarifas do transporte coletivo, nesta semana, levaram a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) a propor uma reflexão sobre o assunto pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI). Segundo observou, a repercussão dos sucessivos aumentos de passagens de ônibus urbanos sobre o orçamento familiar é preocupante.
No caso de Florianópolis, Ideli lembrou que a população já havia se manifestado, recentemente, contra mudanças no transporte coletivo. As queixas começaram, conforme adiantou, com a implantação do sistema integrado, que teria resultado no aumento -considerável- dos valores das passagens e na duração das viagens.
De acordo com a senadora, a integração do transporte na capital catarinense não interliga a ilha aos municípios do continente e não adota o sistema de bilhete único, variando o preço da passagem em função da área de deslocamento. No trecho mais distante, de 32 quilômetros, o valor cobrado é de R$ 3,00.
- Isso dá um gasto de mais de meio salário mínimo por mês, um preço insustentável - afirmou.
Além de criticar o afastamento da prefeita Ângela Amin de Florianópolis no dia dos protestos contra o aumento das passagens, Ideli citou como exemplo a ser seguido o sistema de integração adotado em São Paulo, onde vigora o bilhete único e se cobra R$ 1,70 por qualquer deslocamento na cidade. Citando reportagem da Folha de S. Paulo, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) destacou que 81% dos paulistanos não só usam, como aprovam, a iniciativa.
Após a polêmica em torno de proposições similares sobre a criação do programa Bolsa-Atleta, registrada ontem, a parlamentar defendeu mudanças no Regimento Interno do Senado para que haja o apensamento automático de matérias correlatas em tramitação na Casa. Tal preocupação foi endossada pelo senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Já o senador Paulo Octávio (PFL-DF) pediu a Ideli a alteração de requerimento que interrompe o trâmite de projeto de sua autoria que aumenta a pena para quem promove loteamento irregular. Paulo Octávio diz que não há matéria similar em tramitação que justifique essa medida.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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