Para Simon, morte repentina de Brizola surpreendeu e deixou gosto amargo
Da Redação | 22/06/2004, 00h00
A morte do presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, pegou o Brasil de surpresa, afirmou nesta terça-feira (22), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) destinada a homenagear o líder político morto na véspera. Segundo ele, Brizola repetia com freqüência que não morreria antes dos 100 anos de idade, já que essa era uma tradição entre seus ancestrais, como sua mãe, morta aos 97 anos.
- Ele dizia que não adiantava os seus adversários tentarem se ver livres dele. Estávamos preparados para vê-lo viver 100 anos. Não estávamos preparados para a doença e morte - disse Simon.
O senador lamentou que a morte, -de repente, sem mais nem menos-, deixou um gosto amargo, como no caso de uma família que vê um parente morrer repentinamente.- Quando temos um parente da gente que adoece, queremos vê-lo no hospital, dar carinho - declarou, destacando a presença de Brizola no Brasil, país que, na sua opinião, não tem grandes vultos políticos ou homens notáveis por não ser dado a cultuar seus heróis.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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